sábado, 21 de junho de 2014


Trilogia Jogos Vorazes:



Jogos Vorazes, o livro



   Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura, Jogos Vorazes é o novo fenômeno da literatura jovem. Com um mote surpreendente, o livro, que está há mais de 85 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times e de outras publicações de prestígio dos EUA, ganhou elogios de Rick Riordan, Stephenie Meyer e outros formadores de opinião e rendeu à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time.

   Ambientado num futuro sombrio, Jogos vorazes é pioneiro de uma tendência que vem ganhando força no mercado de bestsellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. Primeiro volume de uma trilogia, o livro narra uma luta mortal encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída sobre as ruínas de um lugar anteriormente conhecido como América do Norte. Com sua narrativa ágil e ousada, Jogos vorazes foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem atraindo leitores de diversas faixas etárias.

  Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.

   Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.

   Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.

(Fonte: Rocco)

LANÇAMENTO AO REDOR DO MUNDO
   
   O livro foi editado pela Scholastic e lançado nos Estados Unidos em 14 de setembro de 2008 com o nome de The Hunger Games. O lançamento do primeiro livro da série no Brasil aconteceu apenas dois anos depois, em setembro de 2010 pela Rocco.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

   A editora Scholastic adquiriu a trilogia de Suzanne Collins num acordo de seis dígitos pela agente Rosemary Stimola em 2006, e Jogos Vorazes rapidamente se tornou um favorito interno. “Normalmente um editor prende o manuscrito contra o peito e não compartilha até que tudo esteja absolutamente perfeito, mas esse veio num formato tão bom,” diz David Levithan, diretor editorial executivo da Scholastic. “Queríamos passar para o maior número de pessoas o mais rápido possível.”

   Antes mesmo de ser lançado, o manuscrito de Jogos Vorazes foi distribuído pela Scholastic para livreiros, adolescentes e Book Sense. A recepção foi boa. “É tão acessível quanto Harry Potter,” disse Carol Chittenden, dona do Eight Cousins em Falmouth, Massachusetts, e compradora de livros infantis na BookStream, que virou fã logo. “Será um grande livro.” Heather Doss, compradora de livros infantis no Bookazine, disse, “É uma daquelas leituras em uma tacada só até 2 da manhã em que você culpa seu representante no dia seguinte por não ter dormido.”

   Jogos Vorazes se tornou imediatamente um bestseller na lista do jornal norte-americano New York Times. Chamado de “viciante” pelo escritor Stephen King em uma crítica para a revista Entertainment Weekly e de “incrível” por Stephanie Meyer em seu site, o livro foi nomeado um dos livros mais notáveis de 2008 pelo New York Times.


RESUMO (CONTÉM SPOILERS DA TRAMA)
  
  O primeiro livro, Jogos Vorazes, assim como as outras duas sequências, Em Chamas e A Esperança, são divididos em três partes. Em Jogos Vorazes, a primeira parte é dedicada principalmente a uma apresentação dos principais personagens da série, ao cotidiano de Katniss, protagonista, e à Panem, país onde se passa a história e que um dia já foi a América do Norte.

   A primeira parte é chamada de “Os Tributos”. Além de apresentar ao leitor o mundo de Katniss, é contada a história dos Jogos Vorazes e da Capital e os personagens principais são descritos nessa primeira parte do livro.

   “Os Jogos”, a 2a parte, é basicamente uma preparação para o desfecho do livro. Dedica-se sobre o desenvolvimento da 74a edição dos Jogos, à sobrevivência de Katniss na arena e às suas conclusões sobre Peeta, Rue e vários outros personagens.

   “O Vencedor” é o desfecho do primeiro livro da trilogia. É onde Katniss vence os Jogos, junto com Peeta, desafiando a Capital com as amoras-cadeado. Esse ato é o que faz com que os outros dois livros da série venham a seguir. Se não fosse por esse ato rebelde, os Jogos terminariam e teríamos um vencedor que nunca foi contra a Capital.




Em Chamas, o livro



Em Chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada comJogos Vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos, que mistura ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura. Com mais de quatro milhões de exemplares vendidos apenas nos Estados Unidos, a saga ganhará adaptação para o cinema, com estreia prevista para 23 de março de 2012. A direção do longa está a cargo de Gary Ross (Quero ser grande e Seabiscuit) e a protagonista Katniss será interpretada por Jennifer Lawrence, finalista ao Oscar de melhor atriz deste ano por Inverno da alma. A trilogia manteve-se por 130 semanas consecutivas na prestigiada lista do jornal The New York Times.

Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Os jogos completam 75 anos, momento de se realizar o terceiro Massacre Quaternário, uma edição da luta na arena com regras ainda mais duras que acontece a cada 25 anos. Katniss e Peeta, então, se veem diante de situação totalmente inesperada e, dessa vez, além de lutar por suas próprias vidas, terão que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.

Ambientado num futuro sombrio, a série é pioneira de uma tendência que vem ganhando força no mercado de bestsellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. As obras renderam à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time. Com narrativa ágil e ousada, os livros da trilogia foram traduzidos para 42 países e vêm atraindo leitores de diversas faixas etárias.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade atual – ao sensacionalismo, ao desperdício e à violência – e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.
       (Fonte: Rocco)

LANÇAMENTO AO REDOR DO MUNDO

Lançado nos EUA em 1° de setembro de 2009 com o nome de Catching Fire. No Brasil foi lançado pela Rocco em 29 de abril de 2011.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Após o sucesso do primeiro livro da trilogia, o livro seguinte, Em Chamas, não arrancou tantos elogios da crítica quanto o primeiro. Com uma tiragem inicial de 350 mil cópias, o livro foi elogiado pela Publishers Weekly, Booklist e Times mas criticado também pelo The Plain Dealer e pela revista Entertainment Weekly. Esta criticou que o livro é mais fraco que o anterior, Jogos Vorazes, e diz que “Katniss finge estar apaixonada pelo seu compaheiro de natureza gentil nos Jogos Peeta Mellark, mas ela secretamente anseia por se juntar a Gale, um amigo de infância. Exceto – por quê? Há pouca diferença entre dois caras fragilmente imaginados, tirando o fato de Peeta ter um nome diferente. Collins não cria nada da energia erótica que faz Crepúsculo, por exemplo, tão estranhamente chamativo.”

Contudo, o livro recebeu honrarias como o quarto lugar na revista Times em Melhor Livro Ficcional de 2009, enquanto a revista People nomeia o oitavo melhor livro de 2009. Ganhou também o prêmio de Melhor Livro do Ano pela Publishers Weekly.

RESUMO (CONTÉM SPOILERS DA TRAMA)    

Após os problemas com a Capital no livro anterior, no segundo livro da série, Em Chamas, os problemas dobram. Em “As Fagulhas”, além de Katniss receber uma visita especial vinda da Capital, ela e Peeta são obrigados a passar por todos os distritos de Panem no Tour da Vitória que os campeões dos Jogos Vorazes têm após vencerem o Jogo.

Depois de alguns problemas no Distrito 11, a vida de Katniss e Peeta torna-se uma vida de “showbizz”. Ambos fingem estar felizes um com o outro, amando a vida de luxo que agora têm, mesmo sendo explorados pelos outros através da imagem de campeões que têm.Ao voltarem para o Distrito 12 esperando retomarem sua vida antes dos Jogos, Katniss descobre diversas mudanças, sejam em outros distritos, como levantes, ou até mesmo mudança de Pacificadores no Distrito 12.

“O Massacre”, nome da segunda parte do livro, começa quando Katniss acha duas fugitivas do Distrito 8 na floresta e que tentam ir para o inóspito Distrito 13. Após conversarem, Katniss volta para casa e vê a cerca elétrica ligada, o que nunca aconteceu; então é obrigada a subir em uma árvore para pular a cerca. Machuca-se na queda e descobre ter sofrido uma lesão na perna.

Impossibilitada de sair e recebendo visitas de Peeta todo dia, os dois aproximam-se e conhecem-se melhor, algo esquisito, já que passaram muito tempo juntos. Então, recebe o anúncio do Massacre Quaternário, edição especial dos Jogos que se realiza a cada 25 anos. O resto de “O Massacre” é dedicado para a preparação para a septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes.

Então, a última parte, “O Inimigo”, chega. Suzanne Collins mostra-se extremamente habilidosa naquilo que fez no livro anterior: terminar uma história que parece que não terminará tão de repente. Em duzentas páginas, a autora finaliza o livro tão rápido e bem feito que o final da história é rápido, áspero e duro, igual a protagonista.

O livro termina resolvendo todas as questões que ele mesmo criou e abrindo outras que só serão resolvidas no próximo livro, A Esperança.




A Esperança, o livro





   O volume final da trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, é exatamente o livro pelo qual os fãs esperavam: complexo, imaginativo e, ao mesmo tempo, brutal e humano. Depois de sobreviver aos jogos por duas vezes, Katniss Everdeen tentará se encontrar no papel de símbolo de uma revolução, enquanto luta para proteger sua mãe e sua irmã no meio de uma guerra. A série, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos apenas nos Estados Unidos, é o mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos, e mistura ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura.

   O livro será adaptado para o cinema em duas partes, com previsão de lançamento para 21 de novembro de 2014 e 20 de novembro de 2015, respectivamente. A direção está a cargo de Francis Lawrence, que também dirigiu Em Chamas. As filmagens já começaram, e junta-se ao elenco, entre outros nomes, Julianne Moore como a Presidente Coin, do Distrito 13.
A trilogia manteve-se por 130 semanas consecutivas na prestigiada lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e também permaneceu no topo do ranking do USA Today e da revista Publisher’s Weekly.

   Katniss conseguiu sair da arena pela segunda vez, mas, mesmo assim, ainda não está a salvo. A Capital está irritada e quer vingança e, por isso, inicia uma represália a toda a população. Numa trama tão violenta quanto psicológica, Suzanne Collins consegue provocar, em A Esperança, um debate sobre a moral e os valores da guerra e as consequências das escolhas feitas por cada um dos personagens.

   Ser o símbolo da revolução tem um preço alto para Katniss, que terá que decidir o quanto da sua própria humanidade e sanidade ela poderá arriscar em nome da causa, dos seus amigos e da sua família. É pela voz da protagonista, ainda mais feroz e obstinada, que a autora desafia o leitor a refletir em meio a cenas cruéis de combate. Tudo isso numa narrativa brilhante, com viradas surpreendentes que levam a um desfecho chocante e original.

  Ambientado num futuro sombrio, a saga Jogos Vorazes é pioneira de uma tendência que ganhou força no mercado de bestsellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. As obras renderam à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time em 2010. Com narrativa ágil e ousada, os livros da trilogia foram traduzidos para 44 países e vêm atraindo leitores de diversas faixas etárias.
(Fonte: Rocco)

LANÇAMENTO AO REDOR DO MUNDO

  O último livro da trilogia Jogos Vorazes, escrito por Suzanne Collins, foi lançado pela Scholastic em 24 de agosto de 2010 nos Estados Unidos e Canadá com o nome de Mockingjay; nos outros países de língua inglesa, como o Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália, foi lançado no dia seguinte. O e-book, porém, foi lançado seis dias antes do lançamento na América do Norte, dia 18.

  Aqui no Brasil, o livro foi lançado 5 de outubro do ano seguinte. Já em Portugal, o lançamento foi em novembro, com o título de A Revolta.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
  
  Com uma tiragem inicial de um milhão e duzentas mil cópias nos Estados Unidos, A Esperança na sua primeira semana de lançamento vendeu 450 mil exemplares. A editora Scholastic adicionou para a impressão mais 400 mil cópias, somando 1,6 milhões de exemplares.

  As críticas sobre o livro foram boas também. A Entertainment Weekly disse o seguinte sobre o livro: “Os fãs ficarão felizes em saber que A Esperança é tão complexo e imaginativo quanto Jogos Vorazes e Em Chamas”.  E não parou por aí: New York Times, Los Angeles Times, Publishers Weekly e outros elogiaram o livro.
Porém a única crítica negativa foi feita por um jornal da Califórnia, The Sacramento Bee. O jornal criticou Collins por não ter dado tempo suficiente para terminar todas as pontas soltas. 

   “A decepção com A Esperança atinge principalmente como Collins inicia sua reta final. É quase como se ela não tivesse tempo suficiente ou capítulos para lidar com todos os seus tópicos”.

RESUMO (CONTÉM SPOILERS DA TRAMA)    

  Este último livro da série é, como os anteriores, surpreendente e, sobretudo, marcante. Com uma narrativa ainda rápida e seca, o livro produz no leitor a exata sensação de desespero que a protagonista Katniss passa. As três partes em que o livro é dividido possuem seus ápices de adrenalina, sendo assim o livro mais intenso da série.

  “As Cinzas”, primeira parte do livro, prepara o leitor para os baques que as partes seguintes causarão.  Começa com Katniss vendo o Distrito 12 destruído após o bombardeiro da Capital. Em seguida, ela volta para o Distrito 13, onde passa boa parte do livro.
A segunda parte do livro, além de outros acontecimentos, é onde Peeta é resgatado da Capital e onde se descobre que ele foi teles sequestrado. É onde o Distrito 13 invade o Distrito 2 para enfraquecer a Capital.

   Como de praxe, a última parte dos três livros, além de surpreendente, tem um final rápido com uma reviravolta enorme. “O Assassinato” é intenso o suficiente para que, sozinho, faça com que A Esperança se já um livro marcante. Suzanne Collins conclui a série de maneira espetacular ao narrar as sequelas que os participantes de uma guerra sofrem, seja esta em busca da liberdade ou pela re-afirmação de uma religião.




Helesanbimalena :)





segunda-feira, 16 de junho de 2014

Quem é você,Alasca? - o Primeiro amigo, A primeira garota, As ultimas palavras.


   Nesse contexto, na narrativa de Miles Halter e sob a sua ótica, a história se inicia, com todos os seus pensamentos e poucas palavras exprimidas. Um rapaz infeliz, complexado, sem amigos, com uma típica família americana, com um hábito estranho de colecionar as últimas palavras de pessoas ilustres, como se fossem figurinhas, livros ou outro hobby, porém para as outras pessoas, poderia soar além de estranho, algo fúnebre. Miles decide estudar no colégio interno que é uma tradição na família de seu pai, mas não entusiasmado pela educação oferecida e sim por uma mudança de atmosfera, de convívio desgastado no ambiente familiar, por não ter nada que o prenda na sua casa, cidade (Flórida) e família, por não ter um amigo, nada que o motive a ficar. Influenciado pelo poeta François Rabelais (últimas palavras), que disse: ‘Saio em busca de um Grande Talvez’. 

   Esta escola trará muitas mudanças à vida de Miles, além do calor excessivo. No primeiro dia, descarrega as malas e conhece Chip Martin (o primeiro amigo), mais conhecido como Coronel, àquele que será o responsável por apresentá-lo a escola, às regras, aos demais estudantes de Creek.·.

   O início de Miles é difícil, sofre trotes, pois há uma rivalidade entre os alunos internos, denominados pensionistas normais  e os semi- internos denominados ‘Guerreiros de Dia de Semana, que eram os adolescentes ricos da cidade. Chip era bolsista, de família humilde e aprendeu a sobreviver no universo de Creek, mas não estava disposto a ser um passaporte de Miles para a vida social da escola. Chip apelida Miles de ‘Gordo’, uma ironia, pois Miles era magro ao extremo, o apelido não é rejeitado pelo protagonista, que quer ser aceito e pela primeira vez encontra a possibilidade de ser amigo de alguém popular. Coronel apresenta Miles à Alasca (a primeira garota) e Takumi, um descendente de japonês que integra o grupo.
Miles aprende que mesmo que sofra trotes ou tenha qualquer problema na escola, nunca poderá denunciar os agressores, pois ser ‘dedo duro’ é a pior conduta que um aluno pode ter em Creek, o que acontece por lá deve ser resolvido sem delação. E Miles aprende a se defender duramente, com a ajuda dos novos amigos.


   Alasca é uma jovem enigmática, questionadora, rebelde e sedutora, mas tem namorado. Miles desenvolve um sentimento por Alasca, um misto de muitos sentimentos, os dois tem muita afinidade, o mesmo amor pelos livros. Alasca se espanta com o estranho hábito de Gordo, que coleciona últimas palavras e lhe mostra o livro de Gabriel García Márquez, sobre Simon Bolívar  ‘O General e seu Labirinto’,e pergunta quais foram as suas últimas palavras. Mas Miles não conhecia Simon Bolívar, tampouco as suas palavras e Alasca era desafiadora, as últimas palavras foram: ‘Como sairei deste labirinto?’.  Miles se interessou, quis saber o que era exatamente um labirinto e ficou meditando sobre estas novas ‘últimas palavras’. Todas as descobertas e experiências de um adolescente, com cigarros, álcool, sexo, o início da independência física dos pais, os estudos e o interesse pelas aulas de religião de um professor rabugento. 

   Outro ponto importante é como o personagem central lida com as inseguranças, o amor, o perdão, todas as experiências narradas pelo escritor, que procura sempre mesclar com humor, deixando que o leitor sinta a emoção vivida pelos personagens, poderiam ser vividas por qualquer jovem desta idade. Tudo que representava ‘O Grande Talvez’ que Miles buscava quando saiu de casa, tudo que viveu e como teve de superar perdas, inclusive a morte, foi tudo que o ajudou a crescer e se fortalecer.  Me senti um pouco Miles, um pouco Alasca, me identifiquei com todos, afinal, quem nunca teve um amigo como Coronel ou quis ter?

   Na minha opinião, ‘o grande talvez’ que Miles buscava era tudo o que sequer imaginou, inclusive Alasca.  Para o crescimento de Miles, foi imprescindível que a busca pelo grande talvez culminasse no enigmático mundo de Alasca, pois a jovem representa todos os seus questionamentos, incertezas, desejos e inseguranças. Mas afinal, quem é esse grande talvez? Quem é você, Alasca? Tantas perguntas e Miles aprende que toda busca tem um fim, assim como todas as pessoas tem as suas últimas palavras.

   Particularmente, o livro me deixou intrigada, tive a impressão que John Green não se inspirou em ninguém para criar Miles, pois o personagem é o  próprio John Green, um menino, um  adolescente, e isso se confirma nas páginas finais, onde o escritor se descreve como Miles, em ‘ As últimas palavras sobre últimas palavras’, e afirma que também tinha o hábito de colecionar últimas palavras.

Não vou contar o final do livro, mas as últimas palavras de Miles são: ‘Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito’.



Resta uma pergunta: Quais seriam as suas últimas palavras?


" Acho que é importante subverter o paradigma patriarcal,e essa é uma maneira de fazer isso.
Por Alasca Young"

-Quem é voce Alasca?-


Feito por fãns




Helesanbimalena :)








 As melhores 10 musicas do 
Legião Urbana

 10- Ainda é cedo




9-O livro dos dias



8- Que pais é esse?



7- Monte Castelo




6-Faroeste Caboclo




5-Eduardo e Monica


 

4- Geração Coca-Cola




3-Sera




2-Pais e filhos 



1-Tempo Perdido




Eternamente apaixonadas por Legião Urbana 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Resenha:

As Vantagens de ser Invisível.



    Em As Vantagens de Ser Invisível conhecemos Charlie, um adolescente de 15 anos, que está começando amadurecer e explorar a vida. Ele tem muitos desafios para enfrentar: o recente suicídio de seu único e melhor amigo, as dificuldades escolares, seu primeiro amor e suas próprias questões existenciais. Entre tudo isso, ele precisa descobrir quem ele é e a que lugar pertence, e, acima de tudo, Charlie quer deixar de ser apenas um expectador e começar a atuar em sua própria vida. 

"Querido amigo,

Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa na festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou, e eu não gostaria que fizesse isso. (...)".


   Quando ele conhece Sam e Patrick, dois irmãos que, como típicos adolescentes, acreditam em aproveitar a vida, a rotina de Charlie passa por muitas mudanças. Ele aprende sobre amizade, sobre como enfrentar situações totalmente novas, e como conviver com pessoas que são completamente diferentes dele. Charlie embarca em um processo de mudança e aprendizado incrível, nos levando juntamente com ele – e, sem mais, nos fazendo sentir infinitos.





   A verdade sobre Charlie é que ele sempre foi incompreendido, já que pensa diferente da maioria das pessoas. Sua vida é marcada por traumas, como o suicídio de seu amigo e a morte de sua tia, de quem era muito próximo, e o adolescente acabou por viver um dia de cada vez, um tanto preso em sua própria mente.

   
   O livro é todo narrado por cartas, escritas por Charlie e endereçadas a “seu amigo especial”. É como um diário, no qual em cada carta Charlie conta detalhadamente sobre seu dia, suas ações, seus pensamentos e reflexões. É desse modo que nos aproximamos de Charlie, que conseguimos sentir, através da leitura, que fazemos parte de sua vida. É quando sua ingenuidade e a disposição de sempre estar lá para ajudar nos marcam e nos fazem refletir sobre nossa própria vida.


    
   É difícil expressar em palavras como esse livro me tocou. Eu ri, chorei e senti como se estivesse vivendo as situações que me foram descritas. A abordagem singular é um diferencial, e talvez, por isso, não seja uma obra que todos consigam gostar ou compreender, já que conta com pontos profundos e até um tanto poéticos.
     
   Entretanto, acima de tudo, é um daqueles casos em que mais é menos. Trata-se de um adolescente simplório, que leva uma vida simplória, contados a partir de uma narrativa e expressões simplórias. Mas, essa simplicidade esconde uma história muito complexa, em que você precisa extrair as lições e pensamentos. Não se deixe enganar por essa modestidade, pois isso torna a história única, inesquecível. Infinita.

Trailer abaixo:

By:Helesanbimalena :3

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Resenha:

A estrela que nunca ira se apagar.


Muitas pessoas já leram os famosos livros do autor John Green (A Culpa é das Estrelas). Muitos não sabem que a vida de Hazel Grace, na verdade, foi inspirada na vida de Esther Grace, uma amiga de John Green que passou uma parte da sua vida batalhando contra o câncer. John Green conheceu a amiga em uma conferência em 2009 para fãs de Harry Potter. Esther era fã de Harry Potter e dos vídeos que John fazia junto ao seu irmão

Edição

A intrínseca fez uma ótima edição do livro, não sei se é igual a original, dos EUA. Mas, sendo ou não, está lindíssima, e o livro consegue transmitir todo tipo de felicidade ao passar as páginas, de forma que o leitor consegue sentir, junto com a narrativa, tudo que a história queria passar.

O Câncer
Esther Grace foi diagnosticada em dezembro de 2006 com carcinoma papilar da tireoide, já com metástases no pulmão. Com o tumor nos pulmões, ela precisou usar tubos de oxigênio para auxiliar na respiração, ficando assim cada vez de se locomover. Esther conquistou diversos amigos através do seu canal no Youtube chamado “cookie4monster4″, criado no final de 2008. Através da criação do canal, Esther conseguiu chamar a atenção da autora J.K. Rowling que mandou um desenho para ela do Chapéu Seletor, com os dizeres: “To Esther, with love and best wishes always – Jo” (Para Esther, com amor e muitas felicidades sempre – Jo).

A Felicidade
Uma das coisas que eu mais gostei não só no livro, mas em Esther, é a felicidade que ela tinha ou buscava ter, mesmo sabendo da doença que tinha, mesmo com todas as lutas, ela era simples e feliz, pude abrir os olhos para a minha vida pessoal e observar quantas coisas bonitas e felizes existem nela sem que eu tenha dado conta em algum momento.

Você chorou com A Culpa é das Estrelas? Hahahaha
Isso nunca aconteceu antes, eu recebi o livro, tirei-o da caixa e segurei, olhei para foto de Esther que estampava a capa, fiquei pensando no assunto (já havia lido sobre o livro e sobre sua vida antes), fiquei emocionada sem ao menos ter lido a primeira página do livro, só em ver o sorriso de Esther, a felicidade dela. Antes da página 70, lá estava eu, emocionada novamente. Incrível pra mim. Foi algo espontâneo, já que eu nunca consegui chorar com um livro.
(Nossa, eu já falei tanto da felicidade dela que vocês vão achar que eu sou uma pessoa carente ou algo do tipo rs)

A História
No livro temos vários pontos de vistas, dos pais, da própria Esther (em seu diário), dos médicos… Como digo antes, acompanhamos os passos do tratamento e a luta de Esther Grace acompanhamos ela no hospital, em casa, no restaurante comendo lagosta :D (aliás, Esther adorava usar essas “carinhas”, no livro tem uma página só disso). Eu não achei o livro chato, achei algo bem suave, mesmo se tratando de um assunto complicado e sensível.

Vale a pena?
Olha, se você é fã de A Culpa é das Estrelas, vale muito, muito mesmo. Se você nunca leu A Culpa é das Estrelas vale mais ainda, a história de Esther é incrível – não que a morte dela seja algo “incrível”, é algo triste, mas ao decorrer disso, aprendemos muitas coisas (pelo menos eu). É um tipo de livro que: Você precisa ler para se sentir bem, posso dizer, “reativar suas emoções”.

Infelizmente Esther Grace não chegou a assistir os últimos filmes da Saga Harry Potter. John Green diz que a pessoa que ele mais queria que lesse o livro, não o fez. =/


“Esther era uma pessoa incomum, e conhecê-la me lembrou de como os adolescentes podem ser introspectivos e ao mesmo tempo ter uma empatia estonteante. Pensar sobre essas qualidades me deu uma nova visão dessa história, que tentei escrever por 10 anos. É importante dizer que Esther era muito diferente de Hazel e que eu certamente não quis me apropriar da história dela. Mas eu jamais poderia ter escrito este livro se não a tivesse conhecido. Ela inspirou cada palavra.”
John Green